Hoje foi dia de novas experiências.

Almocei em casa, ainda tinha uma daquelas lasanhas aqui, do final de semana. Já confio no microondas como amigo de infância. Ô troço eficiente! Enquanto isso, fotos estavam sendo reveladas.

Aproveitei pra checar uns telefones e descobrir que caminho eu ia pegar para ir ao “Paraguai-que-deu-certo”. Leia-se: Avenida 25 de Março. Linha verde até Paraíso, depois linha azul até São Bento.

Hoje também foi o dia de fazer minha primeira visita à casa monetária. Foi engraçado. Mas deu certo. O objetivo agora é definir quanto eu tô gastando por semana. Quantas latas de farinha láctea será que eu detono?

Saindo da agência, peguei as fotos reveladas. Cheguei a uma conclusão: Tenho que calibrar meu monitor. As cores não estão certas! Mas o resultado ficou muito legal. MUITO legal. Bateu aquela nostalgia de ter fotos para ver fora da tela. E foi mais barato do que eu esperava. Quarenta e cinco centavos por foto!

Pois bem, peguei o metrô, sem maiores incidentes, e desci na São Bento. Mal sabia eu que a saída da estação já era diretão no meio da 25 de Março!

Vou tentar definir o lugar de forma que todos os baianos entendam. Os paulistas já sabem como é. Pensem na Avenida Sete. Só a parte caótica mesmo, quase chegando no pelourinho. Certo, agora prolongue esse trecho por dez. Onde são lojas térreas, coloque prédios, onde todos os andares são lojas. E há centenas de ambulantes, vendedores de bugigangas, japoneses, chineses, coreanos e afins do sudeste asiático. Todos os espaços vazios ou são preenchidos por pessoas, ou por mercadorias. Balões e pipas invocadas enchem os ares, além de todo tipo de brinquedo voador. Carros existem. Principalmente vans e kombis, tansportando caixas e mais caixas. Pessoas carregando caixas imensas e gritando em idiomas TOTALMENTE INCOMPREENSÍVEIS também são elementos comuns do cenário.

Fora isso, notei grande concentração de policiais ao longo da avenida. Espalhados, mas em grande número. Eu procurava pela Galeria Pajé. Lembrava que era um prédio. Fui olhando pro alto. Em dado momento, meus olhos encontram a edificação mais colorida de toda a história da humanidade. Penso comigo: APOSTO que é ali. Acertei, claro. Em cheio. Entrei. Era o mesmo caos que eu lembrava, de 2006. Só que tava mais quente dessa vez. Calor DO INFERNO.

Rodei um tanto lá dentro, de curioso, olhando preços. Sony é a marca favorita de todos os falsificadores. 99% dos artigos se dizem Sony. Eu não me habilito a acreditar. Num dos boxes, ouço uma conversa meio truncada, em chinês e português, dizendo que todo mundo tava fechando às 15h, porque a polícia tava fazendo uma operação. Ahá! Isso justificava o grande numero de oficiais! Já eram 15h15. A mulher que recebeu a mensagem começou a fechar a loja.

Todo mundo começou a fechar, MESMO. Foi nessa hora que eu me mandei! Mas não sem antes concluir que gente lerda, principalmente em escadas, me irrita. Saí da galeria. Já tinha mais policiais lá. Voltei alegre e serelepe para o metrô, em meio a toda aquela confusão heterogênea. Peguei o trem e voltei pra casa. Da próxima vez que eu for, vou acompanhado. E de manhã. E no final de semana.

É, definitivamente vou mudar a abordagem.

Ah, e tá tendo uma obra no apartamento do lado. Tá um bate bate de martelo e lixa que eu já estou pra começar a bater de volta na parede. Hahahahaha!

Trilha: “Infected Mushroom – Deeply Disturbed (Infected Mix)”

PS – Arte do dia. Mão livre. Ainda vou continuar, mas tá assim:

(Cliquem pra ampliar!)