E que se abrem.

Depois de um ano e alguns meses usando o WordPress.com, criei coragem e me mudei, visando tanto uma maior liberdade que o servidor gratuito não fornecia, como uma ampliação do alcance da iniciativa. Junto com esse blog, agora tenho o TFerradans FX, ainda em fase de desenvolvimento precário, para servir como portifólio e acompanhamento unicamente de projetos. Essa mudança torna ESSE blog (Ferradans.) mais pessoal e livre, de certa forma ideológica que nem eu mesmo entendo.

Não foi uma decisão fácil, e sei que me apeguei a esse endereço virtual, tentando deixar o outro idêntico a esse. Aos menos detalhistas, realmente vai parecer idêntico, mas não é. Os posts, de agora em diante, estarão sendo colocados no outro blog, apesar de esse aqui não deixar de existir.

Sejam bem vindos e espero que gostem de TFerradans.com.

Quando eu falei que o caldo fervia, era, em parte, a isso que eu me referia. Até a volta, WordPress.com.

Hoje cedo abri meu armário e me deparei com uma pilha enorme de roupas para lavar. Tá, “pilha enorme” é um eufemismo. Estava algo mais ao estilo “deslizamento de encosta”, e deslizou mesmo, assim que eu dei espaço. Gastei alguns segundos olhando para aquele amontoado de pano e costura.

“Lavo quando voltar da aula.” – Pensei e saí, deixando as coisas como estavam, no meio do quarto. Ao voltar, depois do almoço, levei tudo até a área de serviço e fiquei encarando a máquina de lavar.  Olhava para as roupas, olhava para a máquina, roupas, máquina, roupas, máquina. Chequei o seletor de volume da água. “Baixo”, “Médio” e “Alto”. Porcaria. Pra aquele tanto de roupa, ia ter que ser algo mais ao estilo de “Transbordando”. Me contive e, com o intuito de preservar tanto minhas vestimentas como a querida máquina de lavar, dividi a pilha em duas, que ainda assim ficaram bem grandinhas, mas já deu pra colocar no nível “Alto” sem correr riscos.

Essa vida self-service é engraçada.

Talvez só eu que seja estranho a esse ponto, mas compartilharei meus pensamentos para que vocês decidam se são assim também. Ou não!

Percebi hoje, (faz uns cinco minutos) enquanto tomava meu saudável café da manhã para descansar a cabeça de uma edição levemente mais complicada que o normal, que enquanto eu faço as coisas no programa, meu raciocínio se concentra nos passos que ainda estão por vir.

Entrando em mais detalhes, pra ficar mais claro, a edição é a montagem de uma Typo (animação com tipografia, no mesmo estilo daquela de RocknRolla que eu postei aqui, muito tempo atrás). Montando a Typo você precisa, quase matematicamente, raciocinar de onde virá cada palavra, o tempo do movimento, a posição da câmera, giros, zoom ins e outs, a sincronia com o som e a legibilidade da coisa.

A estrutura básica se monta quase sozinha uma coisa puxa a outra, que puxa outra, e assim por diante, até o texto todo estar disposto numa folha de papel. Sempre começo no papel. Dá mais liberdade e agiliza as coisas. Vou pular os próximos passos porque eles não tem nenhuma relação com a teoria apresentada na introdução. Por fim, chegamos à parte relativa à animação de fato.

Tudo começa a partir de uma imagem gigantesca, onde você tem todo o texto, mais ou menos já organizado da forma que a camera vai percorrer. O dificil mesmo é comandar a câmera, e a sinfonia de palavras que surgem na tela, aparentemente do nada. O principal objetivo é fazer com que isso discorra sem causar muito estranhamento no espectador. É isso que vou fazendo, lentamente, porque é mais complicado do que parece (e olha que já parece complicado só de olhar).

É exatamente nesse ponto que minha teoria se aplica. A cabeça fica dois ou três segundos adiante das mãos e olhos. Três segundos, pode não parecer muito, mas veja quantas palavras você fala em três segundos, num humor mais ou menos indignado. Três segundos é muita coisa. As mãos organizam os movimentos já definidos, a cabeça fica pensando no PRÓXIMOS movimentos, mas não de maneira geral. “Essa palavra vem daqui, essa outra dali, a câmera gira”. Nããão, nada disso. “A palavra tal vem aos 0m.7s.29f, da direita para a esquerda, em preto, saindo de trás do zoom da letra J, em 3 frames, que é o tempo da pronúncia, para então a câmera se deslocar 45 pixels, de forma suavizada para não quebrar o desfoque do movimento e a dinâmica do texto” e por aí vai. Era isso que eu queria dizer com “passos adiante”. Fica bem evidente nesse tipo de coisa, mas acontece também em outras situações relacionadas a criação e desenvolvimento, disfarçadamente.

Assim como eu tenho isso para essas situações, acredito que outras pessoas tem pra outras coisas. Só pra citar exemplos e valorizar mais minha tese, creio firmemente que Donk tem isso enquanto dirige, ou Diego enquanto toca algum instrumento. Talvez não de forma tão consciente, mas…

Tentem observar e vejam a que conclusões chegam! Depois, sejam bem vindos a apresentar suas conclusões nos comentários!

TFerradans FX

Cozinhando centenas de idéias ao mesmo tempo. Coisas antigas e coisas novas. Mudanças em vista, mas ainda não completamente palpáveis. Alguém tem um amigo webdesigner que entenda de PHP e tenha muito tempo livre para investir em loucuras?

Hei de deixar o caldo no fogo até Janeiro. Há de vir tempo mais oportuno. Não são idéias com prazo de validade.

Howdy partners!

Desculpem pela demora com novos posts. Não dá pra dizer que estou inspirado, no momento as idéias parecem que fogem. Vou ver se escrevo novidades aqui hoje, mais tarde, depois das aulas.

Enquanto isso, fiquem com mais coisinhas relativas a Insight, filmadas nas férias de Julho, em Salvador.

Insight – Jungle Sniper Attack

Insight – Jungle Sniper

Insight – Outpost Attack

Insight – The Wall Pursuit

Também em breve colocarei esses vídeos (e mais outros), junto com informações sobre eles no Making Of da coisa.

Parece cocaína mas é só tristeza.
Muitos temores nascem do cansaço e da solidão.

Há tempos tive um sonho… Não me lembro, não me lembro…

Disciplina é liberdade. Compaixão é fortaleza. Ter bondade é ter coragem.

Sol da Judéia.

O Sol do Equador queima e esquenta mais que o do Trópico de Capricórnio.
Mais uma produção dos irmãos Ferradans.

Depois de uma jornada de poi, passei por um orelhão e o telefonema estava digno de atenção. O único trecho que eu captei dizia o seguinte:

“(…) Não, mano, o cara é louco! Parece uma máquina de cheirar cocaína e beber! (…)”

Quarto excessivamente arrumado e comida sobrando em casa resultam nisso. Ausência de posts. Mas eu volto.

The Last Night

“Mais rápido! Mais rápido!” – Eram as únicas duas palavras que passavam pela cabeça de Bruno enquanto ele cruza os terraços da zona central de São Paulo. Seu coração em disparada. Olha por cima do ombro e divisa vultos ao longe. “MAIS RÁPIDO!”

Lá embaixo, nas ruas, nada incomum se manifestava, exceto talvez a presença de uma lua cheia notadamente grande e branca nos céus.